Essas histórias de ratos vem me perseguindo já há um bom tempo.
Quero falar um pouco sobre um fato bem antigo, ocorrido lá pelos anos de 2002. Mas, antes, preciso de deixar bem claro que hoje, ao fazer a brincadeira do Paródia do Wikipedia, meu perfil saiu como? Como ORDENHADORA DE RATOS. Gente, não tinha nada mais perfeito? Logo para mim, mimzinha, que saiu de uma situação tão cruel com esses roedores ontem mesmo?
Bom, voltando ao fio da meada, vamos falar de 2002.
Estava eu, em meus plenos dezesseis anos, trabalhando - sim, a criança começou a trabalhar com quinze, não é o orgulho da família? Acho que devo dizer o que eu fazia, para que todos se esclareçam. Trabalhava como professora de informática na ETIMIG, era uma escola bem tradicional em BH, até que... enfim, eles fecharam as portas depois de muiiiitos anos de mercado. Isso é o de menos, retomemos a minha saga ratística.
Estava eu trabalhando, e já era hora de embora. A hora de embora significa 21 horas, na rua Curitiba,500, quarteirão do Edifício Mesbla. Centrão feio mesmo, perto da praça da rodoviária, lugar de tudo quanto é o tipo de gente ... e ratos.
Bem, éramos obrigados a trabalhar de roupa social. Como eu ia da escola para lá a pé, trocava de roupa no serviço e deixava minha peças dependuradas em um cabide, bem como meus sapatos, em um quartinho reservado para a gente.
Naquele dia, eu estava com minha bota favorita. Era uma bota velha da minha tia, eu havia roubado dela - sei lá, tomado posse, como se diz, pus no pé, ficou boa, virou minha. Essa bota era para mim o ápice do ápice: uau! Era da Timberland em época em que o salário mínimo eram 360 reais. Opa! Da Timberland, americana e anti-neve! Até porque é preciso uma bota anti-neve no Brasil. Era um luxo!
Deixei minha botinha luxo no quartinho, dei todas as aulas - de 14 às 21 horas - e quando estava me preparando para pegar minhas peças de roupa, como de costume, no quartinho escuro....ali estava ela! Dona Ratazana, saindo da bota anti-neve. Os ratos não têm de gostar de frio, queriam um sapato quentinho... de repente, até com um cheirinho agradável aos seus sentidos, considerando que meus pés não tinham sido os únicos a calçarem a bota, vai que minha tia tivesse um leve chulezinho... hehehehe
O fato é que, desde então, ratos e ratas vem me perseguindo. Espero que um dia minha saga com esses bichinhos tão horripilantes chegue ao fim, mas, ao que me parece ainda falta muita água para correr....já poderia contar o caso do carpaccio de rato, mas deixa pra outra hora.
Cacá Picorelli
* Sem descrição *
terça-feira, 16 de junho de 2015
Talvez seja o mal das segundas-feiras.
Saio de casa às 7 e 20, sem tomar meu café da manhã, para que não chegue atrasada à escola. Às 7 e 28, deparo-me com o estacionamento fechado. Nem uma sombra do rapaz que toma conta de lá... aguardo dois minutos, e resolvo dar ré no carro, para dar uma volta no quarteirão.
Eis que meu carro é atropelado por um pedestre, que sai me xingando de #$#%#%$%$%, e batendo na tampa do porta-mals.
7 e 32, estaciono na esquina da escola. Cheiro de urina, de centro, de lixo. Coloco sacolas no porta-malas para evitar roubos, e, quando chego na porta do colégio, vejo que há uma vaga para chamar de minha.
Volto ao carro, e... surpreendo-me com aquilo que mais me causa nojo. Uma ratazana, imensa, gigante, nojenta...e morta, debaixo de meu carro. Se eu a matei? Isso eu não sei. Mas que lembrei dela o dia todo, isso eu posso dizer.
Saio de casa às 7 e 20, sem tomar meu café da manhã, para que não chegue atrasada à escola. Às 7 e 28, deparo-me com o estacionamento fechado. Nem uma sombra do rapaz que toma conta de lá... aguardo dois minutos, e resolvo dar ré no carro, para dar uma volta no quarteirão.
Eis que meu carro é atropelado por um pedestre, que sai me xingando de #$#%#%$%$%, e batendo na tampa do porta-mals.
7 e 32, estaciono na esquina da escola. Cheiro de urina, de centro, de lixo. Coloco sacolas no porta-malas para evitar roubos, e, quando chego na porta do colégio, vejo que há uma vaga para chamar de minha.
Volto ao carro, e... surpreendo-me com aquilo que mais me causa nojo. Uma ratazana, imensa, gigante, nojenta...e morta, debaixo de meu carro. Se eu a matei? Isso eu não sei. Mas que lembrei dela o dia todo, isso eu posso dizer.
segunda-feira, 8 de junho de 2015
DA GÊNESE DE MINHA AUTORIA OU COMO É VOLTAR A ESCREVER
Inicio neste momento uma nova luta interna. São muitos os conflitos que surgirão.
Escrever ao que aos vários olhos parece, deveria ser algo incrível, talvez um complememto para a alma. Acontece que para mim a escrita é de fato uma dor. Não tenho filhos, mas muitas são as mães que dizem que o sofrimento do parto é quase que insuportável. Pois esse é, para mim, a significação da escrita: o prazer vindo pela dor. A realização dolorosa de se parir um texto ou quem sabe umas poucas linhas como estas. Dor acalentada, fogo imbricado na nudez dos pensamentos aturdidos pela rotina.
Eis que surge um bravo na plateia de minh'alma e o texto enfim, surge.
Escrever ao que aos vários olhos parece, deveria ser algo incrível, talvez um complememto para a alma. Acontece que para mim a escrita é de fato uma dor. Não tenho filhos, mas muitas são as mães que dizem que o sofrimento do parto é quase que insuportável. Pois esse é, para mim, a significação da escrita: o prazer vindo pela dor. A realização dolorosa de se parir um texto ou quem sabe umas poucas linhas como estas. Dor acalentada, fogo imbricado na nudez dos pensamentos aturdidos pela rotina.
Eis que surge um bravo na plateia de minh'alma e o texto enfim, surge.
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